O Carnaval chegou, e depois de muito tempo sem escrever nada, sinto obrigação (e necessidade) de escrever sobre os últimos dias, que sinceramente foram extremamente intensos.
Hoje, estava bastante chateada (na verdade bastante triste) com uma coisa que atrapalhou meus planos e enquanto eu estava tentando esquecer isso, assisti na Futura um programa falando sobre Epifanias que me fez ver as coisas de um jeito diferente da que eu estava vendo naquele momento.
Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O Acontecimento principal dessa semana foi o que me fez ter essa tal Epifania.
Semana passada eu passei dois dias em Campinas com um grupo de teatro muito especial chamado Teatro de Tábuas (www.teatrodetabuas.com.br), o teste era pra uma vaga que de verdade, eu queria muito ocupar. Foram muitos inscritos, 80 selecionados a principio e eu estava entre eles, depois recebemos uma carta do Jorge (o cara é sensacional) que nos dizia da importância daquela seleção para o grupo e como seria dali pra frente para quem estava realmente disposto a entrar naquela vida. No e-mail ele pedia pra quem realmente tinha certeza de que queria participar daquilo respondesse apenas com um “Sim” e os que queriam desistir, respondessem com um “Não”, a partir daí 50 pessoas foram selecionadas pras seleções e a minha alegria foi absurdamente grande quando vi meu nome na lista.
Fui passar aqueles dois dias lá me sentindo bem e feliz, fiz muitos amigos lá, conheci o grupo, o espaço deles, o trabalho e tudo era mágico pra mim, eu tinha mais certeza do que nunca de que queria estar ali de coração.
Passados os dois dias (não vou contar sobre eles pra não prolongar, mas foi sensacional) eu vim pra casa cheia de dores no corpo por falta de costume com exercícios pesados mas extremamente feliz e me sentindo muito diferente do que eu era antes de ir.
Pois é ai que começa tudo (ou que termina tudo), depois desse dia eu passei a semana programando o que eu esperava ser meu último carnaval em São Paulo e mesmo com aquele pesar de pensar em deixar as pessoas que eu amo aqui, eu queria muito estar lá, em Campinas e crescer com aquele grupo.
Passei domingo e segunda com os meus amigos e um medo de ficar longe deles começou a me sufocar mas eu queria mesmo ir pra Campinas, aquele grupo era tudo que eu queria (e ainda quero) na vida.
Fui pra casa e descobri que não passei na seleção e isso me doeu tanto que passei a noite toda sonhando que estava lá e fiquei mais triste.
Mas ai eu acho que a tal epifania começou a fazer sentido e essa briga interna ficou clara. Quando fui reclamar a minha tristeza aos meus amigos, eles me confortaram muito, me fizeram sentir melhor e entender que esse foi só um “Não” que eu vou ouvir na vida, mas não significa que eu seja incapaz de fazer aquilo que eu sonho, o importante é não desistir por que entre os muitos “Não's” que eu vou ouvir, ainda vai vir o meu tão esperado SIM (que eu espero que seja no Teatro de Tábuas, já que eles disseram que ainda vão contratar pessoas num futuro próximo).
Então em resumo de tudo, as múltiplas epifanias dessa semana me levaram á Martin Luther King:
“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. “
Sigo voando, correndo, andando e até mesmo me arrastando, mas desistir JAMAIS...
E bola pra frente que a vida segue, o sonho continua e meu aniversário está quase chegando.
(Meus parabéns pra Lih, Valmir e Rafa que passaram na seleção, um dia ainda vou trabalhar com vocês)